O Ibama aplicou R$ 2 milhões em multas relativas a incêndios florestais ilegais na Amazônia, com destaque para os impactos em Manaus, onde a qualidade do ar se deteriorou.
Multas e embargos pela prática ilegal
O Ibama impôs R$ 2 milhões em multas por conta de queimadas ilegais na Amazônia. As infrações ocorreram principalmente no município de Manaus, onde foram registrados 19 incidentes durante o mês. As ações do Ibama resultaram na autuação de 19 autos contra os responsáveis pelas queimadas, além do embargo de 250 hectares em duas áreas distintas. As multas foram aplicadas em resposta a atividades que danificaram a vegetação nativa e em casos onde os proprietários não obedeceram às diretrizes de prevenção de incêndios estabelecidas.
Entre os responsáveis por essas práticas, três foram penalizados por falharem em adotar medidas essenciais de proteção contra incêndios, enquanto outros seis causaram danos diretos à vegetação. Ao mesmo tempo, dois proprietários foram penalizados por destruir áreas de florestas. As autuações aconteceram em locais como Autazes e Careiro da Várzea, na região metropolitana.

Impactos das queimadas em Manaus
A fumaça resultante das queimadas ilegais em Manaus afetou diretamente a qualidade do ar, alcançando níveis considerados “perigosos”. Durante uma sequência de nove dias com poluição intensa, as aulas foram suspensas e diversas atividades ao ar livre foram canceladas, levando ao atendimento médico de centenas de pessoas com problemas de saúde relacionados à fumaça. Dados da plataforma internacional IQAir apontaram que a concentração de partículas finas de poluição na cidade chegou a 59,2 vezes o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Além dos impactos na saúde pública, medidas de fiscalização estão sendo intensificadas no estado em resposta ao aumento dos incêndios. Em Autazes, por exemplo, operações de combate a incêndios resultaram na prisão de onze pessoas suspeitas de envolvimento em atividades criminosas relacionadas às queimadas ilegais. O governador do estado, Roberto Cidade, afirmou que as investigações continuarão e que o número de focos de queimadas em áreas federais e estaduais será rigorosamente monitorado.



