Eleito no primeiro turno, Cleitinho Azevedo (Republicanos) obteve 55% dos votos em Minas Gerais.
Com uma herança fiscal difícil, ele terá que lidar com a dívidas do estado que somam R$ 187 bilhões e comprometem investimentos.
Além da dívida, ele enfrentará questões como a redução do IPVA, contanto que sua proposta encontre aceitação entre prefeitos e outros políticos.

A nova gestão também deverá concluir obras que foram prometidas anteriormente, mas não realizadas, como o metrô de Belo Horizonte e o Rodoanel Metropolitano.
Situação fiscal e dívidas de Minas Gerais
O novo governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), se depara com uma situação fiscal complexa ao assumir o cargo. O estado possui uma dívida de R$ 187 bilhões com a União, um problema que se tornou uma prioridade em seu plano de governo. Cleitinho irá trabalhar para renegociar os termos do Propag, um programa que visava o abatimento de 20% do saldo devedor e o parcelamento do restante em até 30 anos, sempre com correção pela inflação e juros zerados.
O desafio será estabelecer uma atuação firme em Brasília para buscar soluções que aliviem a carga financeira do estado. As negociações com o governo federal são essenciais para implementar medidas que promovam um retorno de recursos necessários para investimentos em infraestrutura no estado.
Promessas de campanha e propostas de redução do IPVA
Em sua campanha, Cleitinho Azevedo prometeu revisar isenções fiscais que, para 2027, podem chegar a R$ 26,21 bilhões, principalmente concentradas nas renúncias do ICMS. Uma de suas principais propostas também inclui a redução ou isenção do IPVA e a defesa de que não haja apreensão de veículos por falta de pagamento. Essas promessas buscam melhorar a arrecadação do estado e, ao mesmo tempo, oferecer alívio financeiro aos cidadãos.
Apesar de enfrentar críticas, especialmente de prefeitos que argumentam que a isenção do IPVA pode prejudicar a arrecadação municipal, Cleitinho se comprometeu a considerar todas as opiniões e busca um governo que valorize a pacificação política. Ele se dispôs a dialogar com seus adversários para incorporar ideias e propostas que possam fazer parte da sua gestão.
Além das promessas, Cleitinho terá que lidar com obras paradas em Minas Gerais. Compromissos assumidos nas gestões anteriores precisam ser finalizados para não comprometer ainda mais a imagem do novo governo.



